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CASO DA PLACENTA - Sesau abre sindicâncias para apurar morte na Maternidade

Ter, 04 de Maio de 2010 12:54 Administrador
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O caso da morte da servidora pública municipal Juslany de Souza Flores, 28, no último sábado (1º) na UTI do Hospital Geral de Roraima (HGR), deverá ser esclarecida por meio de três frentes de investigação: duas sindicâncias internas - uma pela direção do Hospital Materno Infantil Nossa Senhora de Nazareth (HMI) e outra pela Secretaria Estadual de Saúde (Sesau).

O Conselho Regional de Medicina (CRM) também investiga o caso. As informações são da própria Sesau, que na manhã desta segunda-feira (3) enviou nota à redação do Roraima Hoje, por meio da Assessoria de Comunicação (Ascom) para informar sobre as providências que estão sendo tomadas em relação ao caso e que lamenta a morte Juslany Flores.

“Somente depois de concluídas as investigações, e se confirmadas quaisquer irregularidades, é que serão tomadas as medidas cabíveis e os envolvidos, punidos. Até que isso aconteça, não se pode afastar ou punir nenhum servidor sem ser dado o direito do contrário e da ampla defesa”, informa a nota.

A Sesau também esclarece que o HMI é o hospital de referência no Estado de Roraima, e está em busca do certificado dado pelo Ministério da Saúde, como Hospital Amigo da Criança. “Além da demanda do Estado, atende mulheres de países como Venezuela e Guiana, e muitas vezes, quando ocorre alguma complicação, recebe pacientes (mãe e filho) oriundos de hospitais particulares, devido ao suporte disponível na maternidade, como a UTI Neonatal”, diz.

A nota esclarece ainda que a Sesau tem total interesse na elucidação desse caso. “Dada a importância desta unidade de saúde para Roraima, por todos os serviços prestados ao longo de quase três décadas de existência, reiteramos que a direção e a Sesau têm todo interesse e estão empenhadas para esclarecer os fatos, e assim, não se criar mais ojeriza na população quanto ao único hospital público, que é referência em Roraima”, enfatiza.

Família aciona Estado na Justiça

A paciente Juslany Flores faleceu no último sábado (1º) na UTI do Hospital Geral de Roraima (HGR) após passar nove dias em coma. O enterro aconteceu na manhã desta segunda-feira (3) no cemitério Nossa Senhora da Conceição. De acordo com os familiares, Juslany teve morte cerebral na quinta-feira (29).

Por meio de um advogado, a família decidiu entrar com uma ação na Justiça contra o Estado, por meio da qual exigirá indenização por danos morais e pensão para os dois filhos – uma menina de quatro anos e um recém-nascido.

A família acusa a Maternidade de negligência médica, uma vez que a equipe que atendeu a paciente no dia 17 de abril teria esquecido resto da placenta dentro dela durante o procedimento do parto, o que teria ocasionado em hemorragia. O problema evoluiu, apesar da tentativa dos médicos em reverter a situação, até a morte de Juslany.

 

Por WIRISMAR RAMOS - Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

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