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MORTE NA MATERNIDADE - Sesau desmente boato sobre mais uma vítima de negligência

Qui, 06 de Maio de 2010 22:17 Administrador
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Mais uma morte ocorrida no Hospital Materno Infantil Nossa Senhora de Nazareth, na manhã desta quinta-feira (6) obrigou a Secretaria de Estado de Saúde (Sesau) a convocar uma coletiva com a imprensa para explicações sobre a atual situação da unidade de saúde, antes que a os veículos de comunicação dessem destaque ao assunto.

Para por fim às especulações em torno da morte de uma jovem com o nome de Érica, de 18 anos, que teria sido vítima de negligência médica, o secretário Rodolfo Pereira e a direção da maternidade foram categóricos: “A morte da jovem foi uma fatalidade”.

Segundo Pereira, a gravidez era de alto risco. “Ela estava internada com comprometimento na gestação, pois o bebê corria o risco de morrer em decorrência do baixo líquido amniótico. Foi feita então uma cesárea na paciente para salvar a criança. Érica evoluiu para um quadro positivo, mas na manhã de hoje [ontem] quando levantava para ir ao banheiro, teve uma morte súbita”, explicou o secretário.

Rodolfo Pereira disse que um laudo médico vai esclarecer a causa da morte. O bebê está internado na UTI da Maternidade e seu estado de saúde inspira cuidados. “Ele nasceu com 1,3kg”, informou.

Caso Juslany deverá ser esclarecido em 30 dias

O secretário Pereira relembrou do caso da servidora pública municipal Juslany de Souza Flores, 28, e disse que a sociedade terá em breve uma posição sobre a causa de sua morte. Segundo ele, um exame cadavérico do Instituto Médico Legal (IML), liberado no máximo de 30 dias, vai esclarecer o que realmente aconteceu com a servidora.

Ao ser questionado sobre a má qualidade dos atendimentos dos profissionais da maternidade, o secretário afirmou que a unidade de saúde dispõe de uma política de humanização, proveniente do Ministério da Saúde, onde se preconiza que todos os serviços essenciais aos pacientes sejam atendidos. Disse também que a realidade de Roraima é mais eficiente do que no resto do país. “Ano passado tivemos apenas três mortes maternas e isto comprova nossa eficácia”, disse o secretário.

Ao final da coletiva, Pereira enfatizou que em nenhum momento a equipe médica e a Sesau acobertaram crimes contra a vida. “Salvamos vidas. Esta é nossa razão de ser”, finalizou o secretário.

 

Por KÁTIA BEZERRA - Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

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