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É muito comum ouvir por ai que todos os políticos são iguais e que o voto é apenas uma obrigação de caráter descartável. Muitas pessoas desconhecem o poder e o significado desta ferramenta e da política na sociedade. Durante o período eleitoral a maioria não se importa em, de certa forma, fazer parte desta corrupção e acaba vendendo um voto aqui, outro ali, com o intuito de obter benefícios financeiros. Com o intuito de conscientizar a população quanto a este problema o Comitê de Combate à Corrupção Eleitoral (CCCE – RR) está realizando ações.
CAPACITAÇÃO DE VOLUNTÁRIOS
Hoje, a partir das 14h, no Centro de Cidadania Nós Existimos será realizada uma capacitação voltada aos integrantes do movimento e a quem tenha interesse em fazer parte da ação voluntária, que contribui para a fiscalização de um processo eleitoral limpo e justo. No local haverá também o lançamento da agenda de atividades que o comitê irá realizar este ano, além de uma palestra ministrada por um representante do Ministério Público Eleitoral (MPE).
O “Nós Existimos” está localizado na Rua Floriano Peixoto, 402-B, Bairro Centro, ao lado da Escola Estadual São José. O coordenador do CCCE Roraima, José Antônio Lima, explica qual será a função dos profissionais capacitados. “O treinamento está aberto para qualquer pessoa interessada em participar. Estas pessoas serão responsáveis por fiscalizar os bairros da capital quanto a este tipo de prática e vão orientar o eleitor e até mesmo o candidato desinformado para que esta seja uma campanha limpa e ética”, disse.
O QUE PODE SER CONSIDERADA CORRUPÇÃO ELEITORAL?
José Antônio afirma que a corrupção eleitoral pode ser realizada de diferentes formas. “A corrupção acontece hoje de várias formas, como por exemplo o crime eleitoral em si. É tudo aquilo que o candidato oferece, promete, no intuito de adquirir o voto daquele determinado eleitor. Existe também o abuso do poder econômico, quando o candidato usa do poder financeiro que possui para se beneficiar. Outra pratica comum é o uso abusivo do patrimônio público”, contou.
POLÍTICA ASSISTENCIALISTA
Segundo o coordenador, no Estado a política assistencialista ainda faz parte de realidade local. “Esse tipo de política fez com que as pessoas ficassem acostumadas a vender o voto em busca de adquirir algum benefício e é difícil convencer a maioria do contrário, mas já observo mudanças positivas na política há mais de dez anos e parte disso se dá pelo trabalho realizado pelo comitê”, falou.
José fala sobre o perfil do eleitor roraimense. “O perfil do eleitor roraimense já está mudando, pois existe um percentual bastante consciente e que sabe a importância das eleições para a democracia em nosso país”, explicou.
CONHECER O CANDIDATO
José recomenda que o eleitor conheça o candidato antes de votar. “É de suma importância que o eleitor saiba qual é o papel de um parlamentar na estância em que ele está pleiteando, além de realizar uma pequena pesquisa histórica sobre a vida política daquele candidato”, contou.
Por Marcus Miranda - Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.
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