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GREVE DOS VIGILANTES - Categoria e empresa não se entendem

Sex, 03 de Setembro de 2010 23:11 Administrador
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A paralisação dos trabalhadores em vigilância de Roraima completa hoje (4) seis dias. As reivindicações são por melhores salários e condições de trabalho mais humanas. Mais uma vez os vigilantes tentaram uma negociação com as empresas, mas não obtiveram sucesso: suas propostas foram inviabilizadas.

Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores de Empresas de Vigilância, Transporte de Valores e Similares do Estado de Roraima (Sintevitraver), Manoel Santana, no último dia 1º ocorreu uma reunião na sede da empresa Transvig Segurança Eletrônica, na tentativa de chegar a um entendimento que fosse viável para ambas as partes. “A reunião não foi proveitosa para classe, que continua em greve por tempo indeterminado”, informou.

Após o fracasso das negociações, os trabalhadores decidiram protestar. Eles seguiram em carreata até a frente da Delegacia Regional do Trabalho de Roraima (DRT-RR). Depois foram direto ao prédio da empresa Transvig. Com carros de som e vestidos com as cores da Força Sindical (laranja e preto), os vigilantes discursavam em frente à empresa com o objetivo de sensibilizar os empresários. 

Condições de trabalho desumanas

Segundo Manoel Santana, as atuais condições de trabalho dos vigilantes são desumanas e fora da realidade nacional. “Recebemos um salário de R$ 517,88 brutos e 5% de adicional de risco de vida. Precisamos rever estas condições, pois da maneira que esta não pode continuar”, afirmou Santana.

A categoria faz a segurança da maioria dos órgãos públicos federais, estaduais e municipais de Roraima. As instituições privadas também se beneficiam com os trabalhos, principalmente os bancos, tendo em vista que estes trabalhadores são os responsáveis pelo transporte de dinheiro e por manter a segurança, principalmente dos clientes nestes locais.

Acompanhe as negociações

No dia 13 julho, foi feita a primeira proposta por parte dos vigilantes, onde eles reivindicavam aumento de 10% com base no atual salário de R$ 517,88 brutos, 15% de adicional de risco de vida que é de apenas 5% atualmente.

A proposta não foi atendida pelas empresas. Estas propostas não mudaram e foram novamente apresentadas na manha do último dia 1º, mas novamente não foram aceitas pelos empresários, que alegam ser inviáveis e que poderiam causar até a quebra das empresas de segurança em Roraima.

De acordo com Manoel Santana, tudo permanece da maneira que foi planejado. “A intenção da categoria não é prejudicar a sociedade e tampouco as empresas. A greve é apenas uma ferramenta que o trabalhador utiliza para reivindicar seus direitos de maneira pacífica e justa”, disse, acrescentando que o Roraima possui hoje mais de 1.200 trabalhadores em vigilância, sendo que 50% destes são sindicalizados.

Sindicato denuncia exploração e contratações ilegais

O presidente do Sintevitraver revelou também que, durante este período de greve, a empresa Transvig esta mantendo os poucos funcionários que não aderiram à greve trabalhando em regime de exploração total.
Segundo Santana, os vigilantes estão sendo obrigados a trabalhar 48 horas sem qualquer descanso. Ele afirmou ainda que as empresas estão aproveitando o momento para fazer contratações irregulares para suprir a falta dos funcionários que estão em greve.
O Senado Federal aprovou, no dia 31 de agosto, o PLC nº 220/09, que garante o pagamento do adicional por risco de vida para todos os trabalhadores em vigilância do Brasil e regulamenta a profissão em todo território nacional. A aprovação contou com o esforço e articulação do Senador Romero Jucá (PMDB- RR) e representantes dos vigilantes em Brasília.

 

 

Por TARSIRA RODRIGUES - Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

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