Bonita, elegante, inteligente, simpática, bem relacionada, Malu namorava Eduardo desde a infância. Depois de doze anos, resolveram casar-se. Escolha e confecção de modelitos, lista de convidados, contratação de espaço de festas, decorador, Dj, cardápio, cerimonial..., essas coisas que rendem dinheiro à indústria do casamento e que arrancam os cabelos de pais e mães estavam sendo conduzidas dentro do cronograma.
Paulinha, amiga fiel de Malu seria a primeira madrinha.
Três dias antes da data marcada para o regabofe, Malu resolveu passar no apartamento que ocuparia com o marido. Decepção. Encontrou o noivo aos beijos e abraços com o decorador. Escândalo, fim de festa, devolução de presentes.
O tempo se encarrega de curar feridas. Malu engatou novo relacionamento. O casamento veio em seguida. Paulinha, a amiga fiel, foi convidada para ser madrinha mais uma vez. Festa pra ninguém botar defeito. Lua de mel no Havaí.
Com a vida entrando na rotina, Malu notava algo estranho no comportamento de Marcelo, o marido. Decidida, desconfiada de que ele andava comendo juriti em poleiro alheio, contratou detetive. Em pouco tempo, surgiram provas de que o companheiro estava de caso com Débora, uma periguete contratada pelos amigos do noivo para a festa de despedida de solteiro. O casamento, claro, acabou.
Malu é brasileira e não desiste nunca. Vacinada, divorciada, voltou às badalações da sociedade local. Cedo arranjou novo namorado. Cedo decidiram casar-se. Quando recebeu convite para amadrinhar mais uma relação, Paulinha quis dizer não:
- Sei lá, Malu... Será que o pé frio não sou eu?
A noiva não é dada a superstições e convenceu a amiga. O argumento maior?
- Paulinha, vamos encarar as coisas com naturalidade. Para não encucar, eu penso que os dois noivados foram ensaios... Esse não... O casamento com o Carlos vai ser ‘dos veras’".