Todo mundo está careca de saber que existe a Lei do Silêncio, que proíbe qualquer barulho em volume elevado após as 22h00. Infelizmente, poucas são as pessoas e instituições (geralmente religiosas) que cumprem com essa lei, respeitando aqueles que querem dormir em paz.
O funcionário público J.W.C, por exemplo, já perdeu a conta de quantas noites mal-dormidas já teve, por causa da barulheira insistente de seus vizinhos. Morador do bairro Raiar do Sol, nem ao menos consegue contar o número de discussões que teve com os ditos cujos, ao implorar para que fizessem silêncio.
A zoada é das mais absurdas: criança chorando, mulher cantando, moleques chutando bola na parede, música alta (e feia), cachorro latindo. Não há quem consiga dormir, repousar ou ler um livro em um inferno como esses.
Neste fim de semana, o barulho simplesmente triplicou (ou foi elevado à décima potência). J.W. foi à cerca, reclamou, gritou, falou impropérios, mas nada adiantava. O dono da tal casa apenas mostrou a cara feia na janela e fez um ar de ‘nem te ligo’.
Para garantir a paz à sua família, o funcionário público compareceu ao 4º Distrito Policial, onde soltou os cachorros, denunciando a falta de educação de seu vizinho. Os policiais anotaram as informações e se comprometeram intimar o cara para uma conversa amigável.