Por essa, muitos cristãos, ateus, agnósticos e incrédulos de todos os tipos não esperavam. Especialistas em computação gráfica usaram técnicas modernas de criação de imagens de 3D para recompor a imagem da face retratada no Santo Sudário, que muitos acreditam ser o rosto de Jesus Cristo.
Até aí tudo bem, não fosse o fato de muitos cristãos acreditarem que a tal mortalha não passa de um produto barato, usado como marketing na Idade Média. Sua autenticidade é debatida há anos por cientistas. O tecido traz uma imagem fantasmagórica do corpo de um homem que foi crucificado.
O artista de computação gráfica Ray Downing, que participou do projeto, é o mesmo que recriou em 3D o rosto do ex-presidente americano Abraham Lincoln, usando mais de cem fotos.
De acordo com Downing e com John Jackson, físico da universidade americana do Colorado que estuda o Santo Sudário desde 1978, a relíquia é singular, pois ela contém dados em três dimensões sobre o corpo da pessoa que foi enterrada. Isso acontece porque o Santo Sudário foi enrolado em todo o corpo, em vez de apenas cobrir a face.
“A presença de dados em três dimensões é bastante inesperada e também é única”, diz Downing. “É como se a imagem contivesse um manual de instruções sobre como se construir uma escultura”.
O sudário
O Santo Sudário é hoje uma das principais relíquias ‘sagradas’ do Vaticano. E é guardada a sete chaves. O manto está escondido na Cappella della Sacra Sindone do Palácio Real de Turim, na Itália. Entre os dias 10 de abril e 23 de maio, a Catedral de São João Batista, em Turim, fará uma rara exibição pública da relíquia, que, acredita-se, deve atrair milhões de pessoas.
Já contestado diversas vezes, para muitos especialistas o Santo Sudário, não passa de uma farsa.
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