Nesta terça-feira (27), os vereadores da Câmara Municipal de Boa Vista aprovaram um projeto de lei que proíbe a comercialização e o uso das ‘pulseiras do sexo’, polêmicos adereços que vem causando um verdadeiro estardalhaço em várias capitais do país.
“Qualquer desvio do propósito de Deus gera prejuízos para as famílias. No caso destas pulseiras, evidenciou-se que a estratégia é usada para a prática da maldade, da violência contra os jovens e conseqüentemente gera uma série de problemas para as famílias, para a sociedade de forma geral”, destacou.
O funcionário público José Martins Oliveira, membro da Igreja Assembléia de Deus vê na proibição dos adereços uma forma de evitar que a juventude sofra com os crimes de estupro, como já aconteceram em outras cidades.
“Já temos problemas demais em nosso Estado quanto a crimes sexuais. E essas pulseiras serviriam para aumentar os índices lastimáveis, praticados na maioria das vezes contra menores”.
Já para a comerciante Cláudia Santana, que freqüenta a Igreja Universal do Reino de Deus, proibir o adereço não vai acabar com os índices de gravidez precoce ou contra crimes sexuais. “A orientação deve partir da família e não do Estado. Hoje são as pulseiras. Amanhã podem criar outro meio de facilitar o acesso da juventude ao sexo ilícito”.
O mesmo pensamento é compartilhado pela estudante de química Luciana Moura, da Igreja Internacional da Graça de Deus. “Em dias de ‘Rebolation’, ‘Créu’ e outros absurdos imorais, proibir o uso de pulseiras coloridas não vai surtir efeito algum. Acho que a cidade tem muitos problemas para os vereadores resolverem”.