Ele costuma ser polêmico, principalmente pelo Twitter. Mas parece que dessa vez, o pastor e deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP) resolveu fazer o ‘dever de casa’ e chegou agradar a gregos e a troianos, ou melhor, a evangélicos e a muitos não evangélicos. O parlamentar cristão anunciou que vai lutar com toda a garra para tirar o programa Big Brother Brasil do ar.
A medida partiu, obviamente, em meio a polêmica em torno do suposto estupro cometido dentro da tal casa, e que culminou com a expulsão do acusado Daniel Echaniz do reality show. Para Feliciano (e para meio mundo de brasileiros com um pingo de senso crítico), já era hora desse programa ser expurgado da TV brasileira.
“A ruína de um povo começa assim: estupro na TV, desejo de descriminalizar o aborto, as drogas. Derrota moral”, disse o pastor deputado, em seu perfil no famoso microblog, que também afirmou que está louco para voltar do recesso parlamentar para então dar início à sua ‘caça ao Grande Irmão’.
É claro, a afirmação gerou um burburinho no Twitter, além de também ter reflexo em sites de notícias cristãos que reproduziram a notícia. Muitos deles, inclusive alguns evangélicos, defenderam que mesmo com o fim do BBB, outros programas surgiriam com a mesma proposta de oferecer “lixo” aos telespectadores.
Outros salientaram que o nobre deputado está “batendo asas em freguesia alheia”, uma vez que este assunto é de competência do Judiciário e da Polícia. O ideal, segundo esta linha de opinião, é que o deputado faça uso de seu mandato na Câmara Federal para lutar pela saúde pública, pela segurança e por outros temas que visem o bem estar do cidadão brasileiro.
Pelo sim, pelo não, a polêmica sobre os excessos de promiscuidade na atual edição do programa ainda continua. A Polícia Civil está mais presente na ‘casa’ que as câmeras da Globo. Por falar nela, a emissora alega piamente que não houve estupro e que tudo não passou de um ‘mal entendido’, por conta das carícias íntimas protagonizada pelos envolvidos em questão.
Já o Ministério das Comunicações colocou a Globo e os produtores do BBB no ‘paredão’. Se as investigações comprovarem que houve estupro e, paralelo a isso, constrangimento ao telespectador, meio mundo de brasileiro poderá comemorar, pois o reality show poderá ser retirado do ar.
Por Fábio Cavalcante
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