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Inicial Esporte ENTREVISTA COM FABIANO JACAREZINHO: as declarações de um guerreiro

ENTREVISTA COM FABIANO JACAREZINHO: as declarações de um guerreiro

Qui, 29 de Julho de 2010 20:38 Administrador
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De promessa à realidade, Fabiano Jacarezinho, de 22 anos, um dos melhores lutadores de MMA do Norte do país, concedeu uma entrevista exclusiva ao jornal Roraima Hoje. Com diversos títulos na carreira, Jacarezinho, que é natural de Bom Jardim, no Maranhão, chegou a Roraima quando criança. Começou a treinar jiu-jitsu aos14 anos e seu sonho é lutar fora do país. Seu próximo desafio será contra Erick Silva, no Coliseu Combat, em Manaus, no dia 07 de agosto. Confira as declarações do guerreiro que venceu na vida após muitas dificuldades.

RH – Seu próximo desafio será no Coliseu Combat contra Erick Silva, no dia 07 de agosto. Qual a sua expectativa e fale um pouco do seu adversário?

FJ – Meu adversário é amazonense, mas treina em Curitiba com o ex-professor do Mauricio Shogun, Cristiano Marcelo. A minha preparação continua muito forte. Treino boxe e MMA à tarde com o professor Ronaldo, à noite dou aula e treino jiu-jitsu, e das 22h às 23h faço musculação na academia Ginasun Corpore Sano.

RH - O que você espera desse combate? Você está invicto a quantas lutas e qual o seu cartel?

FJ - Espero que eu faça uma boa luta e que possa trazer mais essa vitória para o nosso Estado. Estou invicto desde o final de 2007, umas cinco ou seis lutas. Tenho 22 lutas, três derrotas, um empate e 18 vitórias.

RH – O que você espera para o seu futuro enquanto lutador de MMA? O contato com o campeão do UFC, Anderson Silva, te deixou animado? Você recebeu algum convite?

FJ - Enquanto lutador espero que tudo dê certo na minha carreira e que eu consiga lutar fora do Brasil. O contato com Anderson foi muito bom. Recebi um convite, mas não depende só de mim. Tenho que esperar a resposta deles. Quando eles disserem pode vir, estarei lá.

RH – Como está a negociação? Eles te prometeram estrutura para treinar?

FJ – O principal problema é a falta de patrocinador para arcar com as despesas de material de treino e alimentação. Outro fator também é a falta de lugar eu ficar, pois onde o Anderson treina não tem alojamento. Eu ainda continuo mantendo contato com eles.

RH - Você disse que quer lutar fora do Brasil. Mas como é treinar em uma cidade onde o MMA está quase esquecido? Por que o MMA caiu muito em Roraima nos últimos tempos?

FJ – Para quem é lutador, é muito difícil, porque não temos como mostrar o nosso trabalho. O MMA em Roraima é esquecido devido à falta de apoio. Não tem patrocinador, por isso fica difícil.

RH – Você acha que em RR tem lutador que pode despontar no cenário nacional?

FJ – Claro que tem. Não só no cenário nacional, como também no internacional.

RH – Cite alguns nomes.

FJ
– Temos muitos lutadores bons que só precisam de oportunidades. Posso citar alguns como Daniel Trindade, Marciel Trindade, Filip Beiçola, Adail Aranha, Mikail Reis, entre outros grandes atletas.

RH - Quais fatores você atribui ao sucesso do jiu-jitsu roraimense em eventos nacionais e internacionais?

FJ – Os principais fatores são a perseverança e a vontade de ganhar. Os treinos aqui são muito fortes e todos os dias. Temos muita vontade de mostrar o nosso trabalho mundo afora.

RH – A quem você atribui o teu sucesso?

FJ
– O meu sucesso eu agradeço aos meus pais, Elzilene e Manoel Trindade (pais adotivos), Daniel Trindade, Ronaldo Silva (professor de boxe e MMA) e todos àqueles que me ajudaram no decorrer da minha humilde carreira.

RH - Depois de tantos anos defendendo o nome da Associação Trindade, agora você defende a sua própria academia (Top 10). Por que você se desligou da Associação Trindade? Você tem alguma mágoa?

FJ – Depois de sair da Associação Trindade resolvi abrir a minha academia, porque eu já dava aulas de jiu-jitsu. Não me sentiria bem treinando em outra academia. Sai da Associação Trindade por motivos chatos. Passei tanto tempo defendendo o nome da equipe. Prefiro não comentar mais nada sobre esse assunto. Mas o importante é que não guardo ressentimentos de ninguém. Falo com todos. Gosto deles da mesma forma, mas como equipe tenho a minha para cuidar. Só não sei o que eles pensam de mim.

RH – Fale um pouco da sua história de vida. Qual sua relação com a família Trindade?

FJ
– Cheguei a RR pequeno. Conheci a família Trindade no final de 2003 quando fui fazer parte da equipe, que na época chama-se Roraima Top Team. Conheci o Daniel Trindade e comecei a treinar na academia e nós conversávamos bastante. Na época, eu morava na casa da irmã de um amigo, que um dia sem motivos me disse que não poderia mais morar com eles. Por um instante fiquei sem ter para onde ir. Foi quando o Daniel falou com os pais dele para eu morar na casa deles. Foram sete anos da minha vida. Fui muito feliz morando com eles

RH – Na época, onde morava a sua mãe
?

FJ – A minha mãe morava no interior e eu não queria ir para lá. Sai de casa com 12 anos, porque a minha mãe apanhava muito do meu padrasto. Não a aguentava mais ver aquilo. Por isso sai de casa cedo.

RH – Você tem uma tatuagem de uma imagem no seu peito. Quem é?

FJ – A tatuagem é da minha mãe, dona Elzilene Trindade (mãe adotiva). Fiz essa tatuagem porque foi a única maneira de demonstrar o amor e a gratidão que tenho por tudo que eles (família Trindade) fizeram por mim, porque sei que se for preciso eles fariam tudo outra vez. Minha mãe, meu pai, Daniel, Marciel, Samuel e Marcilene são a minha família. Me sinto feliz quando estou perto deles, apesar que estou algum tempo sem visitá-los. Eu preciso ir lá, preciso ver a minha mãe. Ela é fenomenal. 





Comentários  

 
0 #3 Ìtalo Gabriel 18/02/2011 13:30
Perseverança é tudo!Luta muiito!
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+1 #2 marcinho belota 30/07/2010 15:56
agora sim.. mostrou humildade.
abraço.....
fica com deus e sucesso sempre.
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+1 #1 Paulo Ferreira 30/07/2010 14:31
São de pessoas assim que o esporte precisa, para engrandecer o esporte roraimense.
Tenho certeza que a luta do jacarezinho não será em vão. Algum empresário oportunizará a realização dos objetivos e sonhos a serem alcançados por esse atleta
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