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O índice de infestação da dengue no Município de Uiramutã, localizado na Raposa/Serra do Sol, a 319 quilômetros de Boa Vista, está acima do preconizado pelo Ministério da Saúde. Profissionais da Estratégia de Saúde da Família (ESF) detectaram que 5% das casas visitadas possuíam focos da dengue, onde o índice deveria ser menos de 1%.
Os focos foram descobertos por enfermeiros, profissionais de Estratégia da Saúde da Família (ESF) e agentes de endemias, durante aula prática do curso de combate à dengue, realizado na semana passada, pela Coordenadoria Geral de Vigilância em Saúde do Estado. Em média 50 imóveis foram visitados, entre residências, terrenos baldios e comércio, dos mais 400 existentes. A previsão é que até 15 de julho todos sejam visitados.No ano passado, o Município de Uiramutã não registrou casos de dengue. Neste ano já foram notificados 10 casos da doença e dois confirmados. Durante as aulas práticas, os alunos detectaram que em 5% das casas visitadas possuíam focos de dengue.
De acordo com o gerente do Núcleo de Febre Amarela e Dengue de Roraima, Joel Lima, o Ministério da Saúde (MS) preconiza que este número deve estar abaixo de 1%. Por isso, os agentes iniciaram os trabalhos de combate ao mosquito.
Os agentes vão realizar visitas aos moradores para identificar e eliminar os criadouros do mosquito transmissor, além do trabalho de conscientização, isto é, esclarecer aos moradores a importância do trabalho da população para evitar a proliferação do mosquito.
Segundo Lima, a população é o principal responsável no combate ao mosquito. Ele orienta que em épocas de chuvas os moradores devem ter atenção redobrada como manter os quintais limpos, acabar com pratos que dão suporte a vasos de flores, pneus velhos e todo tipo de vasilha abandonada no lixo, nas ruas ou nos quintais que possam acumular água.
O Estado vai acompanhar todo o trabalho desenvolvido no município. “Caso eles tenham alguma dúvida ou sentirem a necessidade de um novo curso estaremos disponíveis para dar todo o apoio possível”, afirma Joel Lima.
Para que os hospitais não fiquem lotados e que o paciente tenha os primeiros atendimentos a fim de evitar que a doença cause complicações sérias, os profissionais das ESFs também devem participar dos cursos.
De acordo com Lima, são esses profissionais que têm o primeiro contato com o paciente e se eles souberem identificar os sintomas o problema será rapidamente solucionado na Unidade Básica de Saúde (UBS).