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Inicial Policial FACADAS NO MECEJANA - Homem confessa assassinato de funcionário público

FACADAS NO MECEJANA - Homem confessa assassinato de funcionário público

Qui, 09 de Setembro de 2010 21:33 Administrador
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Clemilton Gomes de Carvalho, 27 anos, foi apresentado ontem (9), na Delegacia Geral de Homicídios (DGH), como o autor do crime contra o funcionário federal Elizeu Faustino de Lima, 57 anos, que foi encontrado morto na própria casa, no último dia 16, no bairro Mecejana, com vários golpes de faca.

De acordo com o delegado da DGH, Juraci Rocha, a Polícia chegou ao acusado por meio de uma prova técnica que levou a duas adolescentes. Elas estavam com Gomes de Carvalho no momento do crime. Quando ele foi interrogado, confirmou ter matado o funcionário público em legítima defesa. “Por meio dessa prova, localizamos a menor de idade, que nos levou até o acusado. Gomes foi indiciado, mas responderá o processo em liberdade, por não haver mandado de prisão contra ele”, esclarece o delegado.

Rocha disse ainda que até a manhã de ontem não sabia quem eram as adolescentes, nem o suspeito de cometer o homicídio. Segundo o delegado, foram vários dias para localizar as duas. “Sabíamos que o crime não foi cometido por uma mulher, por isso tivemos a certeza da participação de um homem como o autor do crime”, relata o delegado.

Gomes de Carvalho confessou em depoimento à Polícia ter matado o funcionário. Ele disse ao Jornal Roraima Hoje que matou Faustino de Lima, porque sentiu a vida ameaçada. Conforme relatou, ele conheceu a vítima em um bar, quando estava em companhia das duas meninas. No local, trocaram o telefone com o funcionário e marcaram um encontro, mais tarde, na casa de Faustino. “Quando chegamos à casa dele (vítima), começamos a beber. Em um certo momento, ele queria pegar as meninas à força, foi quando resolvi tomar uma atitude e começamos a brigar.

Ele me empurrou e tentou me acertar com um copo de vidro. Naquele momento, peguei uma faca e desferi vários golpes”, revela o acusado.
Em meio à confusão, as adolescentes correram para fora da casa, enquanto Gomes de Carvalho matava o funcionário. Após ter cometido o homicídio, o acusado fugiu, pulando o muro da residência, junto com as duas meninas, e seguiram a pé, em busca de um táxi. Além disso,

Gomes pegou R$ 10 para pagar a condução para irem para casa, conforme disse no interrogatório. “Não tenho nenhum envolvimento amoroso com nem uma delas. Só matei, porque ele queria pegar as duas à força, e ainda me ameaçou”, afirma.

O homicida confesso afirmou ainda que a justiça deve ser feita, dentro dos parâmetros legais da lei. Ele acredita não ter cometido crime algum. O único medo de Gomes de Carvalho é a represália por parte da família da vítima. Ele foi liberado após prestar depoimento.

Filha encontra corpo

Elizeu Faustino era lotado na Fundação Nacional de Saúde (Funasa), onde atuava como chefe adjunto de operações do Distrito Sanitário Leste. Ele foi morto entre 00h30 e 01h00, na segunda-feira do último dia 16 de agosto, segundo o próprio acusado.

A filha da vítima foi até a casa do pai e, ao se deparar com o portão trancado, resolveu pular para entrar na propriedade. A porta da casa estava aberta e sobre as mesas havia muitas garrafas de bebidas alcoólicas e copos usados recentemente. Foi quando ela avistou ao chão o corpo do pai, bastante ensanguentado.

De acordo com informações repassadas por vizinhos, Elizeu estava bebendo com amigos no domingo (15), desde a manhã até a noite, algo que fazia constantemente a cada final de semana. No local do crime, foram encontradas a arma usada no homicídio e uma chave que não combinava com nenhuma das portas da casa.    


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