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A situação da saúde dos moradores do Município de Caracaraí tem preocupado o presidente da Assembleia Legislativa de Roraima (ALE-RR), deputado Mecias de Jesus (PR), principalmente após a morte da funcionária pública Valdéria Dias, 35, por suspeita de dengue hemorrágica.
Ele destacou que a preocupação aumenta principalmente pelo número de pessoas que apresentam os sintomas da doença em outros municípios. No caso de Caracaraí, o parlamentar afirmou que ficou estarrecido com o número de casos diagnosticados e publicados pela imprensa na terça-feira (9), revelando que a quantidade chega a pelo menos 700 pessoas com sintomas de dengue.Na avaliação do parlamentar, é necessário mais investimento do poder público na prestação dos serviços básicos de saúde e urbanização, pois um dos fatores que proporcionam a ocorrência da doença é o acúmulo de lixo nas cidades e terrenos, sejam eles baldios ou não.
O parlamentar lembrou que há alguns meses o Governo do Estado firmou convênio com os 14 municípios de Roraima para transferir recursos na ordem total de R$ 240 mil para cada um, que devem ser utilizados no incremento de atividades da limpeza urbana nas cidades, mas enfatizou a importância do trabalho de conscientização, que deve acontecer paralelamente.
“Mesmo que a administração municipal faça um trabalho de coleta de lixo nas ruas, os moradores devem ser orientados sobre os perigos do acumulo do lixo para a proliferação do mosquito da dengue”, afirmou.
Prevenção é necessária nos demais municípios
Mecias de Jesus destacou ainda a necessidade de ações mais frequentes de prevenção, como é o caso da aplicação de inseticida realizada pela Secretaria de Saúde do Estado (SESAU).
“A aplicação só será eficaz se ocorrer com frequência em todos os lugares. A saúde da população merece atenção total e não pode ser colocada em risco. É necessário que nossas autoridades tomem as providencias para que casos como o de Caracaraí não sejam registrado em outras regiões de Roraima”, disse.
O deputado chamou a atenção ainda para a escassez de medicamentos e outros problemas relacionados à saúde no Município de Caracaraí, onde não existe ambulância e remédios suficientes para atender a demanda. Mas afirmou que este é o momento de o poder público agir em parceria para prestação do serviço de atenção básica da saúde.
“Apesar de a saúde ser municipalizada, a obrigação de garantir um serviço de qualidade é obrigação do poder público. Então, todos devem estar imbuídos em assegurar que o atendimento à população seja eficaz isso deve acontecer de forma urgente, pois a população não pode ser sacrificada”, cobrou.