Inicial Social Coluna - Adriana Cruz - Entrevista

Coluna - Adriana Cruz - Entrevista

Sex, 16 de Julho de 2010 23:42 Administrador
Imprimir PDF

Aroldo Pinheiro, 56 anos, roraimense, comerciante, jornalista formado pela Universidade Federal de Roraima, autor de três livros, cordelista, cronista e articulista do jornal Roraima Hoje e do sítio Fontebrasil, colaborador dos jornais “Diarinho” (Diário do Litoral, de Santa Catarina) e Brazilian News (voltado para as colônias de língua portuguesa em Nova Jérsei e Nova Iorque, nos Estados Unidos). Aroldo é idealizador do Projeto Retalhos e, agora em julho, publica mais um livro da série e será nosso entrevistado de hoje.

“Gosto do cotidiano. Descrevo o dia a dia. Encontro inspiração nas coisas simples. Estou sempre atendo ao comportamento das pessoas em feiras, em filas de banco, em salas de espera, em bares, em igrejas. Meus personagens são quase sempre pessoas comuns”.


RH: Você foi presidente do Centro Acadêmico de Comunicação Social e Letras da UFRR (CA) e articulou movimentos culturais dentro da universidade; foi aí que nasceu o projeto “Retalhos”?

Aroldo: Sentia falta de integração no campus e resolvi fazer uma coletânea de textos entre acadêmicos para lançar em livro. De 150 estudantes de Jornalismo, só quatro se interessaram. Fora dos muros da Universidade, outras pessoas apoiaram a ideia. Daí nasceu “Retalhos”, em 2007.  Hoje, o projeto virou coisa séria. Temos a deputada Maria Helena Veronese como prefaciadora e o juiz federal Helder Girão Barreto como posfaciador. Avalistas de respeito.

RH: Mais uma edição da coletânea está sendo fechada, como está sendo editado esse livro, qual a previsão de participantes para essa edição?

Aroldo: “Retalhos” reuniu 50 co-autores; “Retalhos II”, 40. Para minha surpresa, “Retalhos III” tem 60 integrantes. O projeto é auto-financiado. Cada autor paga pela participação e recebe exemplares do livro. Fazemos a noite de autógrafos em grande estilo: coquetel com música ao vivo para co-autores e convidados. Cerca de 300 pessoas.

RH: De onde veio a inspiração para o título?

Aroldo: Inspirei-me numa colcha de retalhos. Trabalho artesanal que reúne pedaços de pano de cores e padrões diversos, mas que, no final, apresentam bela harmonia visual. Pretendemos que a reunião heterogênea de autores e estilo ofereça harmonia literária.

RH: Quem pode participar; quando será lançado?

Aroldo: Qualquer pessoa, com qualquer estilo ou tema. Só não aceitamos textos político-partidários nem técnico-científicos. Fora isso, tudo é bem vindo. Se tudo correr bem, o lançamento será na noite de 28 de julho, no COB.

RH: Como idealizador e organizador do projeto, você ainda quer fazer outras edições, existe a possibilidade de uma edição especial com a união das três edições?

Aroldo: Não pensei nisso. Gostaria de ver o projeto encampado por algum órgão municipal ou estadual e levado adiante. Quem sabe com um concurso literário no meio estudantil... Oferecendo prêmios em dinheiro, claro.

RH: Nos três livros, quantas pessoas participaram e qual dos textos pode ser considerado um texto inédito, com uma temática diferente?

Aroldo: Cada um dos livros me trouxe surpresas agradáveis. Com o primeiro descobrimos um poeta no Cantá (Otaniel Mendes de Souza) que já lançou um livreto apoiado pelo Sesc-RR; Em Retalhos II, Jonas Silva impacta com o poema “Quiçá”. Neste terceiro, surgiu uma mocinha de 11 anos de idade (Vanessa Campos), com “Adolescência”, um lindo texto sobre a passagem da infância para a nova fase da vida.

RH: Dos três livros, qual o seu preferido, aquele que você julga o mais importante e por quê?

Aroldo: Parece jargão, mas os três “Retalhos” são como filhos. Gosto dos três. Cada um tem sua característica. Acho, no entanto, que este último, o caçula (risos), promete mais do que os anteriores.

RH: Você publica crônicas com regularidade no Roraima Hoje, onde encontra inspiração, quais seus temas preferidos?

Aroldo: Gosto do cotidiano. Descrevo o dia a dia. Encontro inspiração nas coisas simples. Estou sempre atendo ao comportamento das pessoas em feiras, em filas de banco, em salas de espera, em bares, em igrejas. Meus personagens são quase sempre pessoas comuns.

RH: As suas crônicas são narrações históricas? São escritas de que forma, têm um sentido jornalístico com fatos e notícias ou são escritas no sentido literário?

Aroldo: Encontro dificuldade para separar o cronista do jornalista. Minhas crônicas noticiam a vida comum, acrescida de pitadas de bom humor. Vejo o que muita gente não vê. Desde criança, sou apaixonado por Sabino, Ponte Preta, Veríssimo (Luis Fernando) e Jabor; estes, entre outros, exercem forte influência sobre mim.

RH: No Brasil, a crônica se consolidou por volta de 1930, atualmente você acredita que ela tem adquirindo importância maior, tem espaço para esse tipo de texto?

Aroldo: O leitor de crônicas é um viciado. As pessoas estão sempre buscando uma leitura mais light, algo que provoque um pequeno sorriso. As crônicas também servem para criticar desmandos de quem se diz acima de qualquer suspeita. A política oferece farto material para crônicas diárias. Leitores gostam disso. A crônica não morrerá nunca.

RH: E para o Roraima Hoje, tem uma novidade, gente nova indicada por você, fala dessa indicação?

Aroldo: Márcio Cotrim, presidente da Fundação Assis Chateaubriand, tem uma coluna muito interessante no Correio Braziliense, “O berço da palavra”, que, de maneira didática e bem humorada, explica expressões comuns na língua portuguesa. Conheci-o em Brasília, pedi-lhe e fui autorizado a publicar a coluna no Roraima Hoje. Atualmente, na página 6 do nosso jornal, trago as “Dicas da Dad” (Dad Squarisi), às terças e sextas-feiras, e Márcio Cotrim, às quintas-feiras, para nossos leitores.















Comentários  

 
0 #1 Edilane Martins 05/08/2010 20:34
Meus parabéns a essa grande homem e competente profissional pela iniciativa em produzir " Retalhos e fico muito feliz por estar em sua terceira edição,com textos agradaveis e reflexivos. è uma ideia que vale a pena investir.Considero o projeto Retalhos patrimonio cultural de RR e que deveria com toda certeza ser agregado ao calendario municipal.Sucesso e que Retalhos se estabeleça e alcance novas fronteiras com uma mostra do que se escreve em RR
Citação
 

Adicionar comentário


Código de segurança
Atualizar